Senado Federal

Senador Eduardo Girão critica retomada do julgamento sobre delação premiada no STF

Senador Eduardo Girão critica retomada do julgamento sobre delação premiada no STF

Parlamentar aponta suspeitas na reabertura do processo e reforça necessidade de investigação parlamentar sobre o Banco Master.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) manifestou nesta segunda-feira (13) sua preocupação com a retomada do julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 919/2021 no Supremo Tribunal Federal (STF), que discute a constitucionalidade da lei que regulamenta a delação premiada no Brasil.

Durante sessão no Plenário do Senado Federal, o senador Eduardo Girão criticou a decisão do STF de retomar a análise da ADPF 919/2021, cujo relator é o ministro Alexandre de Moraes. A ação questiona a aplicação da Lei 12.850/2013, que autoriza acordos de colaboração premiada. Girão destacou que a retomada do julgamento ocorre em um momento delicado, quando a defesa do empresário Daniel Vorcaro, principal investigado no caso Banco Master, negocia uma possível delação premiada. Segundo o parlamentar, essa coincidência levanta suspeitas sobre o timing da decisão judicial. “A ADPF 919, que estava paralisada desde 2021, volta justamente agora, em meio à iminência de uma delação relevante para o caso Banco Master. Isso revela um movimento, no mínimo, suspeito”, afirmou o senador. Eduardo Girão também reforçou a necessidade de que o Congresso Nacional trate o caso Banco Master com prioridade, ressaltando que uma delação premiada pode trazer informações cruciais para as investigações. Ele voltou a solicitar a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), seja mista ou exclusiva do Senado, para aprofundar o apurado no âmbito legislativo. Um grupo de parlamentares já recorreu à Justiça para garantir a criação da comissão, mas o processo ainda está judicializado. “É urgente a instalação da CPI ou CPMI do Banco Master. Ambas estão sob análise judicial, mas é importante destacar que, sem essa comissão, dificilmente teremos avanços”, concluiu Girão.

Contexto

A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 919/2021 foi protocolada para questionar a constitucionalidade da Lei 12.850/2013, que regulamenta os acordos de colaboração premiada no Brasil. A delação premiada é um instrumento jurídico que permite a redução de pena para investigados que colaboram com as investigações. O caso Banco Master envolve suspeitas de irregularidades no sistema financeiro, com o empresário Daniel Vorcaro como principal investigado. Desde 2021, o julgamento da ADPF estava suspenso, até que o STF decidiu retomar a análise recentemente, gerando reações no meio político. Paralelamente, a pressão para a criação de uma CPI no Congresso para investigar o Banco Master tem aumentado, com parlamentares buscando respaldo judicial para a instalação da comissão.

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