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Operação Mão Dupla investiga fraudes em licitações e afasta servidores em MS

Operação Mão Dupla investiga fraudes em licitações e afasta servidores em MS - fraudes em licitações MS

Ação do Gaeco cumpre 23 mandados e impõe restrições a investigados em esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e empresários

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul intensificou as investigações sobre irregularidades em contratos públicos na região da fronteira, com a deflagração da segunda fase da Operação Pretense, denominada “Mão Dupla”. A ação resultou no afastamento de servidores e na aplicação de medidas restritivas contra envolvidos no esquema.

Na manhã desta terça-feira (31), o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), realizou uma nova etapa da Operação Pretense, que visa desarticular um esquema de corrupção envolvendo agentes políticos, servidores públicos e empresários na região da fronteira. A fase atual da operação, batizada de “Mão Dupla”, cumpriu 23 mandados de busca e apreensão nas cidades de Coronel Sapucaia, Amambai, Ponta Porã e Caarapó.

Entre as medidas judiciais determinadas estão o afastamento de dois servidores públicos de suas funções, a proibição de frequentar prédios públicos, restrições para manter contato com outros investigados e a imposição do uso de tornozeleira eletrônica para alguns envolvidos. As investigações apontam para práticas como fraudes em processos licitatórios, desvio de recursos públicos, corrupção e pagamentos irregulares em contratos firmados pela Prefeitura de Coronel Sapucaia.

O MPMS detalha que o esquema criminoso contava com a participação de agentes políticos, secretários municipais, servidores e empresários locais, configurando uma rede de conluio para beneficiar interesses particulares em detrimento do erário público. O nome da operação, “Mão Dupla”, faz alusão a uma expressão utilizada nas negociações ilícitas, que significa “Você me ajuda que eu te ajudo”, evidenciando a reciprocidade nas ações fraudulentas.

Esta fase sucede a primeira etapa da Operação Pretense, realizada em dezembro de 2024, que já havia mirado a prefeitura de Coronel Sapucaia e empresas associadas a um grupo familiar influente no município. Com a continuidade das apurações, o Gaeco busca aprofundar o entendimento sobre o funcionamento do esquema e identificar todos os envolvidos.

As autoridades reforçam o compromisso com a transparência e a responsabilização dos agentes públicos e privados que atentam contra o patrimônio público, destacando que as ações são fundamentais para garantir a integridade das contratações governamentais e o uso correto dos recursos públicos na região.

Contexto

A Operação Pretense foi iniciada em dezembro de 2024 para investigar irregularidades em contratos públicos na Prefeitura de Coronel Sapucaia, Mato Grosso do Sul. A primeira fase já havia identificado indícios de fraude e corrupção envolvendo agentes públicos e empresas familiares. A segunda fase, denominada “Mão Dupla”, amplia as investigações para outras cidades da região da fronteira, como Amambai, Ponta Porã e Caarapó, com o objetivo de desarticular um esquema que envolvia fraudes em licitações, desvio de dinheiro público e pagamentos ilegais. O Gaeco, órgão especializado do MPMS, conduz as ações para combater o crime organizado e garantir a responsabilização dos envolvidos.

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