Senado Federal

CPI do Crime Organizado convoca Galípolo e Campos Neto para esclarecer caso Banco Master

CPI do Crime Organizado convoca Galípolo e Campos Neto para esclarecer caso Banco Master - CPI do Crime Organizado Banco Master

Audiência marcada para 8 de abril vai investigar atuação do Banco Central em relação ao Banco Master e possíveis irregularidades envolvendo Daniel Vorcaro.

Na próxima quarta-feira (8), às 9h, a CPI do Crime Organizado ouvirá o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e seu antecessor, Roberto Campos Neto, para esclarecer a conduta da autarquia no processo de liquidação do Banco Master e a atuação do ex-controlador Daniel Vorcaro.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado agendou para o dia 8 de abril, às 9h, uma sessão para ouvir Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, e Roberto Campos Neto, que ocupou o cargo entre 2019 e 2025. O objetivo é aprofundar a investigação sobre a atuação do Banco Central no caso do Banco Master, instituição financeira que passou por processo de liquidação, e sobre as ações do seu ex-proprietário, Daniel Vorcaro.

O requerimento para convocação de Campos Neto foi apresentado pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que o considera uma “testemunha qualificada” para detalhar os critérios adotados pela autarquia na análise da idoneidade de novos controladores de bancos. Vieira destaca que, em 2019, o Banco Central autorizou a transferência do controle do Banco Máxima para Daniel Vorcaro, que posteriormente renomeou a instituição para Banco Master.

Além disso, o documento menciona a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que investiga supostas ações ilegais de servidores do Banco Central para proteger os interesses do Banco Master. O senador ressalta que a experiência de Campos Neto pode contribuir para identificar possíveis lacunas regulatórias e propor melhorias institucionais que reforcem a resistência do sistema financeiro nacional contra infiltrações criminosas.

Por sua vez, a convocação de Gabriel Galípolo atende a um pedido do senador Eduardo Girão (Novo-CE). Girão fundamenta o requerimento em reportagens que apontam uma reunião ocorrida em novembro de 2024 no Palácio do Planalto, envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Galípolo e Daniel Vorcaro, entre outros agentes públicos. O parlamentar questiona a finalidade institucional desse encontro.

No documento, Girão esclarece que a oitiva não visa discutir a atividade técnica do Banco Central, mas garantir transparência institucional e afastar dúvidas sobre possíveis interferências políticas ou econômicas indevidas nos processos de fiscalização e controle do sistema financeiro, temas centrais para a CPI.

A sessão da CPI do Crime Organizado representa um passo importante para esclarecer as circunstâncias que envolveram a atuação do Banco Central em relação ao Banco Master e seu ex-dono, além de reforçar o compromisso do Congresso com a transparência e o combate à corrupção no setor financeiro.

Contexto

O Banco Master, anteriormente Banco Máxima, esteve no centro de investigações após sua liquidação e suspeitas de irregularidades envolvendo seu controlador, Daniel Vorcaro. A Operação Compliance Zero da Polícia Federal apura se servidores do Banco Central teriam agido para proteger interesses da instituição. A convocação dos presidentes do Banco Central visa esclarecer os critérios regulatórios adotados e possíveis falhas no sistema que possam facilitar a infiltração de organizações criminosas no setor financeiro.

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