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Irã defende proposta para encerrar guerra com EUA e negociações entram em impasse

Irã defende proposta para encerrar guerra com EUA e negociações entram em impasse - proposta do Irã para encerrar guerra

Após críticas do presidente Trump, Irã mantém exigências para fim do conflito e acusa EUA de manter demandas unilaterais e irracionais.

O Irã reafirmou nesta segunda-feira (11) sua proposta para encerrar a guerra com os Estados Unidos no Oriente Médio, classificando-a como legítima e generosa, enquanto o presidente americano Donald Trump rejeitou as condições impostas, mantendo as negociações em um novo impasse.

As negociações para o fim do conflito entre Irã e Estados Unidos no Oriente Médio enfrentam um novo obstáculo após o presidente Donald Trump declarar, no domingo (10), que as condições apresentadas por Teerã são “totalmente inaceitáveis”. A resposta iraniana veio na segunda-feira (11) por meio do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, que defendeu a contraproposta do país como uma oferta responsável e generosa para a estabilidade regional.

Segundo Baghaei, o Irã exige o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o conflito entre Israel e Hezbollah no Líbano, além de garantias formais contra futuros ataques. O porta-voz destacou ainda a necessidade de passagem segura pelo Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio mundial de petróleo, e a suspensão do bloqueio naval imposto pelos EUA. O Irã também reivindica a liberação dos ativos financeiros congelados em bancos internacionais, atribuídos à pressão americana.

A imprensa norte-americana reporta que a proposta iraniana inclui a diluição parcial do urânio altamente enriquecido e a transferência do restante para um país terceiro, com a condição de devolução caso as negociações fracassem. O Irã aceita suspender o enriquecimento do urânio por um período menor do que os 20 anos solicitados pelos EUA, mas rejeita o desmantelamento de suas instalações nucleares.

Por outro lado, os Estados Unidos exigem a suspensão total do programa de enriquecimento de urânio, alegando preocupações com a possibilidade de uso para fins militares, além da desativação das principais usinas nucleares iranianas. Washington também busca garantias para que o Estreito de Ormuz permaneça aberto e sob supervisão internacional, propondo a suspensão de sanções econômicas como contrapartida.

Outros pontos da proposta americana incluem restrições à produção de mísseis pelo Irã e o fim do financiamento a grupos considerados terroristas, como Hamas e Hezbollah, demandas rejeitadas por Teerã.

O impasse nas negociações ocorre mais de um mês após a implementação de um cessar-fogo em 8 de abril, que visava uma pausa nos confrontos para viabilizar um acordo definitivo. O conflito teve início em 28 de fevereiro, envolvendo Israel e Estados Unidos contra o Irã. A indefinição gerada pela nova estagnação nas conversas provocou alta nos preços do petróleo nesta segunda-feira (11).

O presidente Trump expressou sua insatisfação nas redes sociais, classificando a resposta iraniana como “totalmente inaceitável” e aumentando as dúvidas sobre a possibilidade de uma resolução pacífica no curto prazo. Enquanto isso, o governo iraniano mantém sua posição, acusando os EUA de manterem exigências unilaterais e irracionais que dificultam o avanço das negociações.

Contexto

O conflito no Oriente Médio entre Irã e Estados Unidos se intensificou após ataques e retaliações que começaram em fevereiro de 2026, envolvendo também Israel e grupos aliados no Líbano. Em 8 de abril, um cessar-fogo foi implementado para permitir negociações de paz, mas as conversas têm sido marcadas por divergências significativas nas condições apresentadas por ambos os lados, sobretudo em relação ao programa nuclear iraniano, controle do Estreito de Ormuz e sanções econômicas. A disputa tem impactos globais, especialmente no mercado de petróleo, dada a importância estratégica da região.

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