Projeto proíbe planos de saúde de limitar sessões de terapia para autistas no Brasil
Senadora Roberta Acioly apresenta proposta que garante acesso ilimitado a tratamentos essenciais para pessoas com transtorno do espectro autista.
A senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR) protocolou o Projeto de Lei 1.586/2026, que impede planos de saúde de restringirem a quantidade de sessões terapêuticas para indivíduos com autismo, assegurando atendimento integral em diversas especialidades clínicas.
A iniciativa legislativa da senadora Roberta Acioly visa garantir que pessoas com transtorno do espectro autista tenham acesso irrestrito a tratamentos terapêuticos essenciais, sem a imposição de limites por parte dos planos de saúde. O PL 1.586/2026 determina que os atendimentos nas áreas de psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia, psicopedagogia e outras terapias recomendadas por profissionais qualificados não poderão ser restringidos por critérios administrativos, contratuais ou protocolos internos das operadoras.
De acordo com o texto do projeto, a medida busca assegurar o direito à saúde e ao tratamento adequado, reconhecendo a importância da continuidade e da frequência das sessões para o desenvolvimento e bem-estar das pessoas autistas. Atualmente, muitos beneficiários enfrentam dificuldades devido à limitação de sessões impostas pelos planos, o que pode comprometer a eficácia dos tratamentos.
A proposta está em tramitação nas comissões permanentes do Senado Federal, onde será analisada para avaliação de mérito e possíveis ajustes antes de seguir para votação no plenário. A senadora Roberta Acioly enfatiza que a iniciativa tem caráter inclusivo e visa promover a qualidade de vida dos autistas, garantindo suporte integral e contínuo.
Especialistas em saúde e direitos das pessoas com deficiência têm apoiado a proposta, destacando que o acesso pleno às terapias é fundamental para o desenvolvimento cognitivo, social e físico dos pacientes. A medida também pode contribuir para a redução de desigualdades no atendimento e na cobertura oferecida pelos planos de saúde no Brasil.
Contexto
No Brasil, o acesso a tratamentos para pessoas com transtorno do espectro autista ainda enfrenta barreiras, especialmente no que diz respeito à cobertura dos planos de saúde. Atualmente, muitas operadoras impõem limites à quantidade de sessões terapêuticas, o que pode prejudicar o acompanhamento e a evolução dos pacientes. O PL 1.586/2026 surge como uma resposta legislativa para garantir que esses limites sejam eliminados, assegurando o direito à saúde e ao tratamento contínuo previsto na legislação brasileira. A proposta reflete o crescente reconhecimento da importância do suporte multidisciplinar para pessoas autistas e a necessidade de políticas públicas que promovam a inclusão e o acesso integral aos serviços de saúde.

