Mato Grosso

Reunião do Observatório da Pesca debate impactos da Lei do Transporte Zero em Mato Grosso

Reunião do Observatório da Pesca debate impactos da Lei do Transporte Zero em Mato Grosso

Assembleia Legislativa de Mato Grosso promove encontro para analisar avanços e desafios da legislação ambiental e social

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso marcou para 21 de maio uma reunião ampliada do Observatório da Pesca, com o objetivo de avaliar os impactos da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Lei do Transporte Zero, especialmente nas comunidades ribeirinhas do estado.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Minerais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Eduardo Botelho (União), confirmou a realização de uma reunião ampliada para discutir os efeitos da Lei do Transporte Zero, em resposta à proposta do deputado Wilson Santos (PSD), membro titular da comissão. O encontro está agendado para o dia 21 de maio, às 14h, no Plenário das Deliberações Renê Barbour, na ALMT.

A Lei nº 12.197/2023 instituiu o Observatório da Pesca, órgão responsável por monitorar a execução das normas, analisar dados técnicos e fomentar o diálogo entre o poder público e a sociedade civil. A legislação prevê uma avaliação técnica após três anos de vigência, em 2026, considerando indicadores como a recuperação dos estoques pesqueiros, melhorias ambientais, impacto econômico na cadeia produtiva, desenvolvimento do turismo de pesca e a eficácia das compensações financeiras aos trabalhadores do setor.

Para o debate, foram convidados representantes do governo estadual, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), da Defensoria Pública, da Federação dos Pescadores e Aquicultores de Mato Grosso, além de associados das 22 colônias de pescadores existentes no estado. A expectativa é que a reunião proporcione uma análise equilibrada dos efeitos sociais, ambientais e econômicos da lei, especialmente nas comunidades ribeirinhas.

Wilson Santos destacou que o encontro foi programado com cerca de 60 dias de antecedência do prazo legal para reavaliação da legislação, permitindo uma análise prévia da implementação das políticas públicas e seus impactos nos municípios ribeirinhos. Ele também ressaltou que levantamentos do Observatório indicam que algumas medidas previstas ainda não foram integralmente executadas, o que reforça a necessidade de monitoramento contínuo e maior transparência.

Entre as ações estruturantes previstas pela lei estão o incentivo à piscicultura com espécies nativas, apoio à produção de alevinos, implantação de tanques para criação de peixes e projetos de recuperação de matas ciliares, com foco especial na bacia do Rio Cuiabá. Caso os resultados da avaliação técnica de 2026 não sejam satisfatórios, a legislação poderá ser revisada, ajustada ou até revogada.

O Observatório da Pesca, instituído também pela Lei nº 12.434/2024, tem papel fundamental na articulação entre governo e sociedade para garantir o cumprimento das normas e promover o desenvolvimento sustentável da pesca no estado, conciliando a preservação ambiental com a melhoria das condições socioeconômicas das comunidades ribeirinhas.

Contexto

A Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Lei do Transporte Zero, foi criada para proteger os recursos pesqueiros de Mato Grosso e garantir a sustentabilidade ambiental e econômica das comunidades ribeirinhas. A legislação instituiu o Observatório da Pesca, um órgão de monitoramento e análise que deve avaliar os resultados da lei após três anos de vigência. A Assembleia Legislativa, por meio da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Minerais, tem atuado para acompanhar a aplicação da lei e promover o diálogo entre os diversos atores envolvidos, incluindo o governo, entidades representativas dos pescadores e órgãos de fiscalização e defesa dos direitos públicos.

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