Prisão domiciliar de Bolsonaro é autorizada por Moraes para recuperação hospitalar

Ex-presidente permanece hospitalizado e recebe cuidados após decisão do STF; Michelle Bolsonaro celebra medida e reforça apoio.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou, nesta terça-feira (24), a prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele possa se recuperar integralmente da broncopneumonia que enfrenta desde março de 2026.
Nesta terça-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão, válida por 90 dias a partir da alta hospitalar do ex-mandatário, visa garantir o tratamento adequado para a recuperação da broncopneumonia que ele enfrenta. Bolsonaro está internado desde o dia 13 de março em decorrência de uma pneumonia bacteriana bilateral causada por broncoaspiração. Segundo boletim médico divulgado na mesma data, o quadro clínico apresentou melhora, permitindo que o ex-presidente deixasse a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na segunda-feira (23). Esta é a sétima internação de Bolsonaro desde que iniciou a prisão domiciliar em 4 de agosto de 2025, medida imposta após descumprimento de medidas cautelares. Durante os 56 dias de internação na unidade conhecida como Papudinha, ele recebeu 206 atendimentos médicos. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro compartilhou uma foto do ex-presidente no hospital, datada de abril de 2025, e expressou sua gratidão pela decisão do ministro Moraes. Em sua publicação nas redes sociais, Michelle destacou seu compromisso em cuidar do marido com amor, resiliência e fé, afirmando que celebra as pequenas vitórias e confia na justiça divina. A decisão do STF representa um marco importante para o tratamento do ex-presidente, que segue sob cuidados médicos intensivos e sem previsão de alta definitiva.
Contexto
Desde agosto de 2025, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar devido a descumprimento de medidas cautelares determinadas pela Justiça. Durante este período, o ex-presidente enfrentou diversos problemas de saúde que resultaram em múltiplas internações hospitalares. A atual internação, iniciada em março de 2026, refere-se a um quadro grave de broncopneumonia, que demandou cuidados especializados e levou à autorização judicial para prisão domiciliar humanitária. A medida visa assegurar que Bolsonaro receba tratamento adequado e possa se recuperar em ambiente domiciliar após sua alta hospitalar, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes.

