Brasil

Tereza Cristina nega possibilidade de ser vice de Flávio Bolsonaro e mira presidência do Senado

Tereza Cristina nega possibilidade de ser vice de Flávio Bolsonaro e mira presidência do Senado

Ex-ministra da Agricultura afirma que rumores são especulações e destaca projeto político para liderar o Senado Federal.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) negou nesta terça-feira (28) ter sido convidada para compor a chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidata a vice-presidente nas eleições de 2026. Em entrevista ao Estúdio i, ela afirmou que essa possibilidade é apenas especulação e revelou que seu objetivo é disputar a presidência do Senado em 2027.

Tereza Cristina, senadora pelo Mato Grosso do Sul e ex-ministra da Agricultura, afirmou que não recebeu nenhum convite ou sondagem para ser vice na chapa do pré-candidato do PL ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro. A parlamentar classificou as notícias que circulam na mídia e nas redes sociais como “pura especulação”, embora tenha se declarado honrada pela menção de seu nome. O nome de Tereza tem sido cogitado por aliados de Flávio Bolsonaro, que acreditam que a presença dela poderia atrair o eleitorado feminino e reforçar a ligação com o agronegócio, setor no qual a senadora possui forte influência. Apesar de não descartar completamente a possibilidade de concorrer à vice-presidência, Tereza Cristina destacou que seu principal projeto político é permanecer no Senado e buscar a presidência da Casa. Ela pretende suceder o atual presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) na eleição interna prevista para fevereiro de 2027. “Meu projeto é tentar buscar a presidência do Senado, ser a sucessora de Alcolumbre. Já até conversei com ele sobre isso. É um desafio grande, que dependerá da nova composição do Senado, mas é um sonho que pretendo perseguir”, declarou a senadora. Sobre o cenário eleitoral de 2026, Tereza afirmou que ainda não é possível apontar um favorito, destacando que as pesquisas indicam Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva como principais concorrentes. Ela ressaltou a importância de observar o desempenho dos candidatos do campo da direita, citando nomes como Romeu Zema e Ronaldo Caiado. Em outro momento da entrevista, Tereza comentou uma declaração de Flávio Bolsonaro, que a comparou à sua avó, chamando-a de “vozinha”. A senadora afirmou não gostar do apelido, mas entendeu que a intenção do pré-candidato foi carinhosa, apesar de considerar a brincadeira infeliz. “Ele me mostrou uma foto da avó dele e realmente temos uma fisionomia parecida. Brinquei com ele para evitar apelidos que possam ser mal interpretados”, contou. Por fim, Tereza Cristina destacou a necessidade de discutir uma reforma do Judiciário, tema que, segundo ela, deve ganhar espaço nos debates eleitorais deste ano, especialmente para o Senado.

Contexto

Tereza Cristina é uma figura política de destaque no cenário brasileiro, com trajetória marcada pela atuação como ministra da Agricultura e atualmente como senadora pelo Mato Grosso do Sul. Seu nome tem sido frequentemente associado a estratégias eleitorais para 2026, especialmente no contexto da disputa presidencial. A presidência do Senado, cargo que ela almeja, é uma posição de grande influência política, responsável por conduzir os trabalhos legislativos e representar a Casa em diversas instâncias. A eleição para esse posto ocorrerá em fevereiro de 2027, após as eleições gerais do ano anterior. A discussão sobre reforma do Judiciário também tem ganhado relevância, refletindo debates mais amplos sobre o funcionamento das instituições brasileiras.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *