Porto Velho é apontada como a pior capital para se viver no Brasil em 2026

Capital de Rondônia lidera ranking negativo entre as 27 capitais brasileiras no índice que avalia qualidade de vida e progresso social.
Porto Velho foi classificada como a pior capital para se viver no Brasil segundo o Índice de Progresso Social (IPS) 2026, ficando na última posição entre as 26 capitais e o Distrito Federal, refletindo problemas estruturais e sociais significativos.
O Índice de Progresso Social (IPS) 2026 revelou que Porto Velho, capital de Rondônia, ocupa a última colocação no ranking de qualidade de vida entre as 27 capitais brasileiras. Com uma pontuação de 58,59, a cidade está abaixo da média nacional de 63,40, evidenciando desafios em áreas essenciais para o bem-estar da população. O IPS é uma ferramenta internacional que avalia o desempenho social e ambiental de municípios, estados e países, utilizando 57 indicadores distribuídos em três dimensões: necessidades humanas básicas, fundamentos para o bem-estar e oportunidades.
Além de ser a pior capital, Porto Velho também não figura entre os 15 municípios mais bem avaliados do próprio estado de Rondônia. O município com melhor desempenho no estado é Rolim de Moura, que obteve 62,85 pontos. No ranking nacional das capitais, Curitiba (PR) lidera com a melhor nota, seguida por Brasília (DF), São Paulo (SP), Campo Grande (MS) e Belo Horizonte (MG).
No contexto estadual, Rondônia aparece na 23ª posição entre os 27 estados brasileiros, com média de 58,60 pontos, superando apenas Amapá, Acre, Maranhão e Pará. A situação da capital rondoniense é agravada por problemas históricos de infraestrutura, especialmente no saneamento básico. Segundo dados do Instituto Trata Brasil, Porto Velho ocupa a última posição entre as 100 maiores cidades do país nesse quesito há uma década.
O levantamento aponta que apenas 9,89% da população de Porto Velho tem acesso ao tratamento de esgoto, enquanto mais da metade dos moradores vive sem água tratada. A capital também apresenta os piores índices em acesso à água potável (100º lugar), coleta de esgoto (96º), volume de esgoto tratado em relação à água consumida (98º) e investimento por habitante em saneamento (96º).
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Censo de 2022 indicou que Porto Velho possui 460.434 habitantes, número que deve chegar a 517.709 em 2025, conforme estimativas recentes. Esses dados reforçam a urgência de melhorias na infraestrutura e na qualidade de vida da população local.
O IPS Brasil é uma iniciativa coordenada por uma rede colaborativa de instituições, liderada pelo Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em parceria com a Fundação Avina, Amazonia 2030, Anattá Pesquisa e Desenvolvimento, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative. O índice subnacional tem como base o IPS Amazônia, desenvolvido pelo Imazon em 2014. O conceito de progresso social adotado pelo estudo refere-se à capacidade da sociedade de suprir necessidades básicas, garantir qualidade de vida e oferecer oportunidades para que os indivíduos alcancem seu potencial máximo.
Contexto
O Índice de Progresso Social (IPS) é uma ferramenta reconhecida internacionalmente que avalia o desenvolvimento social e ambiental de localidades com base em indicadores que abrangem desde necessidades básicas até oportunidades para crescimento pessoal. Em 2026, o IPS Brasil avaliou os 5.570 municípios do país, destacando desigualdades regionais e desafios estruturais. Porto Velho, apesar de ser a capital de Rondônia e apresentar crescimento populacional, enfrenta dificuldades crônicas em saneamento e infraestrutura, refletidas em sua baixa pontuação no índice. O histórico de precariedade nesses serviços impacta diretamente a qualidade de vida dos moradores e a posição da cidade no ranking nacional.

