Mato Grosso

Lei em Mato Grosso torna obrigatório colete balístico flutuante para policiais em operações aquáticas

Lei em Mato Grosso torna obrigatório colete balístico flutuante para policiais em operações aquáticas

Nova legislação estadual visa proteger policiais militares e civis durante ações em ambientes aquáticos

O Governo de Mato Grosso oficializou a Lei nº 13.266/26, que determina o uso obrigatório de colete balístico flutuante por policiais militares e civis em operações realizadas sobre águas interiores do estado, como rios, lagos e lagoas, buscando evitar acidentes fatais e garantir a integridade dos agentes.

Aprovada e sancionada em 9 de junho de 2024, a nova legislação estadual estabelece que todos os policiais envolvidos em missões aquáticas devem utilizar colete balístico com capacidade de flutuabilidade positiva, conforme as especificações da Portaria nº 023-EME, de 12 de fevereiro de 2020. A medida é inédita no Brasil e representa um avanço na segurança operacional dos agentes de segurança pública em Mato Grosso.

A iniciativa partiu do deputado estadual Dr. Eugênio (Republicanos), que motivou o projeto após a trágica morte de dois policiais militares durante uma fiscalização ambiental no rio das Mortes, em Novo Santo Antônio. O sargento Helidiony Barbosa e o soldado Jaderson Nunes Teixeira desapareceram após o naufrágio da embarcação utilizada na operação, enquanto o servidor da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Johann Dávila Barros Cavalcante, conseguiu nadar até a margem e sobreviver.

“Essa lei vem para garantir que situações como essa não se repitam, oferecendo mais segurança e tranquilidade para os policiais e suas famílias”, afirmou Dr. Eugênio. Ele ressaltou que a obrigatoriedade do uso do colete balístico flutuante é uma resposta direta à necessidade de proteger a vida dos agentes durante operações em ambientes aquáticos.

A norma abrange tanto policiais militares quanto civis que atuam em rios, lagos e lagoas de Mato Grosso, impondo o uso do equipamento de proteção individual (EPI) que mantém o corpo flutuando na água, reduzindo o risco de afogamento em caso de acidentes. Além disso, a legislação reforça a importância da fiscalização e conscientização sobre o uso correto dos EPIs.

Especialistas e autoridades destacam que, embora haja discussões sobre a adoção de equipamentos semelhantes em outras unidades federativas e no âmbito federal, Mato Grosso é pioneiro ao instituir uma lei específica que obriga o uso do colete balístico flutuante para operações aquáticas.

O episódio que motivou a lei gerou ampla repercussão e debate sobre as condições de trabalho e segurança dos policiais em ações de fiscalização ambiental, evidenciando a necessidade de políticas públicas que priorizem a proteção dos agentes de segurança.

Com a implementação da Lei nº 13.266/26, espera-se uma redução significativa dos riscos enfrentados pelos policiais em operações sobre a água, promovendo um ambiente mais seguro para o exercício das funções de fiscalização e controle ambiental no estado.

Contexto

Em 2024, durante uma operação de fiscalização ambiental no rio das Mortes, em Novo Santo Antônio, Mato Grosso, dois policiais militares perderam a vida após o naufrágio da embarcação em que estavam. O incidente evidenciou a falta de equipamentos adequados para garantir a segurança dos agentes em operações aquáticas. Em resposta, o deputado Dr. Eugênio apresentou um projeto de lei que resultou na sanção da Lei nº 13.266/26, tornando obrigatório o uso de colete balístico com flutuabilidade positiva para policiais militares e civis em todo o estado durante ações sobre rios, lagos e lagoas. A legislação busca prevenir acidentes similares e proteger a integridade física dos agentes de segurança pública.

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