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Críticas de Hildon Chaves revelam divisão no PSD e estratégia de Adailton Fúria para se distanciar de Marcos Rocha

Críticas de Hildon Chaves revelam divisão no PSD e estratégia de Adailton Fúria para se distanciar de Marcos Rocha - pré-candidatos ao governo de Rondônia

Em meio à disputa pelo Palácio Rio Madeira, divergências internas no PSD ganham destaque com declarações do ex-prefeito Hildon Chaves.

O cenário político em Rondônia se intensifica com críticas do ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (União Brasil), ao pré-candidato Adailton Fúria (PSD), que busca se distanciar do governador Marcos Rocha, presidente estadual do PSD e com baixa popularidade.

Na corrida eleitoral rumo ao Palácio Rio Madeira, o ex-prefeito de Porto Velho e pré-candidato ao governo de Rondônia, Hildon Chaves, fez declarações contundentes contra o adversário Adailton Fúria, que também disputa a vaga pelo PSD. Durante entrevista recente, Hildon apontou que Fúria tenta se afastar da imagem do atual governador Marcos Rocha, que enfrenta uma das piores avaliações entre os chefes dos Executivos estaduais do Brasil. Hildon reconheceu a possibilidade de Fúria vir a ser governador, mas destacou a falta de experiência política do concorrente, mencionando a necessidade de “cabelo branco” para o cargo. Em uma analogia, comparou a postura de Fúria a uma relação extraconjugal, ilustrando a tentativa do pré-candidato de se desvincular do governador: “Para ir ao restaurante vai com oficial, mas para outra coisa é com amante.” Essa metáfora indica a percepção de que Fúria busca construir uma imagem de renovação, evitando associações com o governo atual, que amarga baixa aprovação popular. Pesquisa do Instituto AtlasIntel, divulgada no final de 2025, posiciona Marcos Rocha em 22º lugar no ranking nacional de aprovação, com apenas 38% de avaliação positiva e 44% de desaprovação, evidenciando desgaste político. Internamente, o PSD vive um momento delicado. Marcos Rocha assumiu a presidência estadual do partido em janeiro de 2026, após deixar o União Brasil, com o objetivo de fortalecer a candidatura de Fúria. No entanto, essa aliança tem gerado desconforto, já que o pré-candidato tenta se distanciar da imagem do governador para não ser prejudicado pela rejeição que ele enfrenta. Fontes próximas ao partido indicam que Fúria evita aparecer publicamente ao lado de Rocha e investe em uma narrativa de independência política. Segundo analistas, essa estratégia visa reagir na disputa eleitoral, já que pesquisas recentes, como a do Instituto Veritá em maio, mostram um empate técnico entre os dois pré-candidatos. Apesar disso, a tentativa de se desvincular do atual governo pode parecer artificial para o eleitorado. Com as convenções partidárias se aproximando e o início oficial da campanha, a pressão sobre Fúria tende a crescer, exigindo que ele defina se abraça ou rejeita o rótulo de candidato da continuidade do governo de Marcos Rocha.

Contexto

A disputa pelo governo de Rondônia em 2026 está marcada por uma forte polarização entre os principais pré-candidatos. Marcos Rocha, atual governador e presidente estadual do PSD, enfrenta uma avaliação negativa que impacta diretamente a estratégia eleitoral do partido. Enquanto isso, Hildon Chaves, ex-prefeito de Porto Velho e filiado ao União Brasil, utiliza as críticas para evidenciar as fragilidades do adversário Adailton Fúria, que tenta se posicionar como uma alternativa renovadora dentro do PSD. O cenário reflete um racha interno no partido, com tensões entre a continuidade do governo e a busca por uma imagem independente para conquistar o eleitorado.

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