Destaques

Grupo de Guilherme Boulos avalia saída do PSOL após eleições de 2026

Grupo de Guilherme Boulos avalia saída do PSOL após eleições de 2026

Ministro da Secretaria-Geral e aliados ponderam deixar partido após pleito, enquanto PSOL enfrenta dificuldades para ampliar base eleitoral

O grupo político liderado pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, decidiu permanecer no PSOL nas eleições de 2026, mas já avalia deixar a sigla após o pleito, em meio a preocupações com a cláusula de barreira e o isolamento político da legenda.

Nesta sexta-feira, 27 de março de 2026, fontes próximas ao ministro Guilherme Boulos informaram que o grupo político ligado a ele optou por continuar no PSOL para as eleições deste ano, porém considera a possibilidade de se desligar do partido posteriormente. A decisão de não sair antes do pleito é motivada pelo risco de o PSOL não conseguir superar a cláusula de barreira, que limita a atuação parlamentar de partidos que não atingem um percentual mínimo de votos nas eleições. O grupo de Boulos, que inclui nomes influentes como Erika Hilton, Pastor Henrique Vieira, Carlos Gianazzi e Rick Azevedo — líder do movimento contra a escala 6X1 —, enfrenta uma crise interna desde a derrota na disputa sobre a formação de uma federação com o PT. Enquanto o grupo de Boulos defendia a aliança com o PT, o PSOL decidiu seguir federado com a Rede. A avaliação interna é de que o PSOL está politicamente isolado, atuando principalmente em nichos restritos e sem conseguir ampliar sua base popular. O cenário preocupa os aliados do ministro, que veem a saída como uma alternativa para fortalecer a atuação política fora da legenda. O ministro Guilherme Boulos, que é deputado federal licenciado e ocupa a Secretaria-Geral da Presidência da República, tem buscado organizar uma base para as eleições de 2026, inclusive com o lançamento da mulher de Boulos para a Câmara dos Deputados, estratégia que visa capitalizar votos em torno do nome do ministro. A movimentação do grupo ocorre em um momento delicado para o PSOL, partido fundado a partir de uma dissidência do PT, que enfrenta dificuldades para ampliar sua representatividade no Congresso Nacional e superar os obstáculos impostos pela cláusula de barreira.

Contexto

O PSOL foi criado em 2004 como uma dissidência do PT, buscando uma esquerda mais radical e independente. Nas eleições recentes, o partido tem enfrentado desafios para crescer eleitoralmente, especialmente diante da cláusula de barreira, que exige um percentual mínimo de votos para garantir recursos e tempo de TV. A discussão sobre a formação de federações partidárias tem sido central para a estratégia eleitoral, com o PSOL optando por se federar com a Rede, enquanto o grupo de Boulos defendia uma aliança com o PT. Essa divergência gerou tensões internas e levou à avaliação da possível saída do grupo do ministro após as eleições de 2026.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *