Brasil

Oposição quer derrubar sigilos de viagens de Janja e dados do Master

A oposição na Câmara dos Deputados articula um projeto de lei para derrubar sigilos impostos pelo Executivo e pelo Judiciário, medida que pode atingir diretamente o presidente Lula às vésperas do período eleitoral. Entre os documentos que seriam liberados estão registros de viagens da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e informações financeiras ligadas ao Banco Master.

Parlamentares pediram ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que o texto seja tratado como prioridade. A iniciativa é vista como estratégica para desgastar o governo e ampliar a pressão sobre ministros do Supremo Tribunal Federal.

Se aprovado, o projeto abriria acesso a dados considerados sensíveis, que, segundo os opositores, devem ser públicos por envolver recursos e decisões de interesse coletivo. O embate promete acirrar ainda mais o clima político no Congresso em ano eleitoral.

Em reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), parlamentares solicitaram que o texto seja pautado com urgência. A proposta é vista como uma nova frente de desgaste político contra o presidente Lula e ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente às vésperas do período eleitoral.

O projeto, de autoria coletiva da oposição, é apresentado como contraponto às pautas prioritárias do governo, como a proposta que prevê o fim da escala 6×1 no Congresso. Para os críticos, a manutenção dos sigilos representa blindagem indevida de informações de interesse público.

Horas antes do pedido de urgência, Motta havia encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça a PEC que reduz a jornada de trabalho, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP). A movimentação da oposição, portanto, insere-se em um cenário de disputa política intensa, em que cada pauta pode se transformar em instrumento de pressão e desgaste.

Se aprovado, o projeto de lei abriria acesso a dados que, segundo os opositores, podem “incomodar” o governo Lula em meio ao calendário eleitoral, reforçando o tom de embate que deve marcar os próximos meses no Congresso.

FONTE: ASSESSORIA – REVISTA REFLEXO POLITICO

FOTO:

Folha do Estado