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ESTÁ FORA: Cassação de Gabriel Graebin em Vilhena é confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral após negar provimento a recurso

O vereador mais jovem da história de Vilhena, Gabriel Graebin, será afastado do cargo nos próximos dias, assim que a Câmara Municipal for oficialmente notificada da decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), que rejeitou na noite de ontem (10), os Embargos de Declaração apresentados por sua defesa. O recurso buscava esclarecer pontos obscuros, omissos ou contraditórios na decisão judicial que o cassou em Vilhena, mas, ao serem rejeitados, consolidam o afastamento imediato do parlamentar.

Com a saída de Graebin, quem assume a vaga é a assistente social Oziane Germiniano, suplente pelo partido União Brasil. Ela obteve 821 votos nas eleições de 2024 e nunca exerceu mandato político. A chegada de Oziane à Câmara, no entanto, ocorre após situações de campanha que geraram desconforto entre ela e os candidatos do partido.

Durante sua campanha, ela recebeu recursos públicos eleitorais por indicação direta da deputada federal Cristiane Lopes — uma decisão que teria priorizado sua candidatura em detrimento de outros postulantes do União Brasil, provocando um racha interno na composição do partido em Vilhena, que por pouco não impede a entrada de outros dois vereadores da sigla.

Além disso, uma reunião com diversos portariados do governo estadual à época da campanha levantou suspeitas sobre possível influência indevida de seu esposo, Wesley Germiniano, que ocupa o cargo de Secretário Executivo Regional do governo. Embora não hajam denúncias formais registradas, o episódio gerou desconforto nos bastidores políticos e levantou questionamentos sobre o possível uso da estrutura do governo durante a campanha para beneficiar pessoas ligadas ao grupo.

A cassação de Graebin decorre do entendimento da Justiça Eleitoral de que houve fraude na cota de gênero na chapa do PRD, com a inclusão de uma candidata fictícia apenas para cumprir as exigências legais. A decisão transitada em julgado fortalece a fiscalização sobre práticas partidárias e sinaliza que manobras nesse sentido não serão toleradas.

Agora, o União Brasil passa a ter três representantes na Câmara de Vilhena, sendo um homem e duas mulheres, aumentando inclusive a representatividade feminina no Legislativo.