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Casos de improbidade administrativa em Rondônia envolvem também gestoras públicas mulheres

Os casos de improbidade administrativa em Rondônia, geralmente associados a gestores públicos do sexo masculino, também envolvem mulheres que ocuparam cargos de liderança em administrações municipais. Nos últimos anos, diferentes situações foram registradas e julgadas pelo Poder Judiciário de Rondônia, revelando que prefeitas e ex-prefeitas também responderam por irregularidades no exercício da função pública.


Um dos episódios recentes ocorreu em Pimenteiras do Oeste, onde a atual prefeita foi condenada em ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) por nomear o marido para cargo comissionado, mesmo após recomendações contrárias. O caso foi noticiado anteriormente e gerou repercussão regional.


Outro exemplo é o da ex-prefeita de Primavera de Rondônia, Eloisa Helena Bertoletti, que teve sua condenação por improbidade administrativa mantida pela 2ª Câmara Especial do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO). A acusação apontou a doação irregular de terrenos entre 2011 e 2012 para familiares e pessoas próximas. Conforme o processo, em pelo menos um dos casos a ex-gestora se beneficiou diretamente, doando terrenos em áreas valorizadas para si mesma.
A decisão colegiada também condenou uma segunda mulher, que aceitou um terreno irregularmente e posteriormente o vendeu. Ambas receberam sanções como suspensão de direitos políticos, perda de função pública, multas e restrições em contratos com o poder público.


Já em Guajará-Mirim, a atual prefeita Raissa da Silva Paes Bento foi alvo de ação civil pública movida pelo MPRO, que pediu seu afastamento do cargo junto ao do marido, Antônio Bento do Nascimento, nomeado como secretário municipal de obras, e de sua prima, Ana Michele Silva Lima Vieira, nomeada chefe de gabinete. A promotoria argumentou que as nomeações configuraram nepotismo e descumprimento de exigências legais, incluindo a falta de certidões negativas.


As situações mostram que a prática de atos de improbidade administrativa em Rondônia não está restrita a gestores homens. Casos envolvendo mulheres no comando de prefeituras também têm sido alvo de ações do Ministério Público e de decisões da Justiça, resultando em condenações, afastamentos e medidas de restrição política e administrativa.

FONTE: ASSESSORIA