Israel ameaça ‘tomar territórios’ no Líbano e diz para Exército preparar expansão de operação contra Hezbollah
Israel e Hezbollah retomaram guerra logo nos primeiros dias de outro conflito, entre EUA, Israel e Irã. Combates envolvem troca de bombardeios e operações terrestres israelenses na fronteira. O grupo rebelde libanês é aliado do regime iraniano e financiado por Teerã.
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Tanque e blindados israelenses posicionados do lado israelense da fronteira entre Israel e o Líbano em meio a escalada bélica contra o grupo rebelde Hezbollah em 10 de março de 2026. — Foto: REUTERS/Amir Cohen
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou nesta quinta-feira (12) “tomar territórios” no Líbano caso o grupo rebelde Hezbollah não cessar os ataques contra o território israelense.
“Adverti o presidente do Líbano [Joseph Aoun] de que, se o governo libanês não souber controlar o território e impedir que o Hezbollah ameace as comunidades do norte e dispare contra Israel, tomaremos o território e faremos isso nós mesmos”, disse Katz em comunicado.
Ao mesmo tempo, Katz também disse ter ordenado que o Exército se prepare para “expandir” as operações no Líbano, onde soldados israelenses já operam ao longo da fronteira entre os dois países. Israel vem acumulando tropas e tanques de guerra no local, segundo agências de notícias, e há relatos de presença de ataques terrestres em cidades libanesas no extremo sul do país.

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Israel e Hezbollah trocam ataques desde os primeiros dias da guerra entre EUA, Israel e o Irã. O grupo libanês é aliado do regime iraniano. Desde então, além das investidas terrestres, Israel realiza bombardeios diários contra Líbano, principalmente na capital Beirute. O Exército israelense afirma já ter realizado mais de 500 ataques aéreos contra alvos do Hezbollah em território libanês.
A escalada das ameaças ocorre também em meio a um aumento dos bombardeios de ambos os lados.
O Exército israelense afirmou nesta quinta-feira que o Hezbollah disparou cerca de 200 mísseis contra o território israelense na noite de quarta, que foi o “maior bombardeio” do grupo libanês desde a retomada da guerra entre os dois lados. Desses, houve “apenas dois ou três impactos diretos”, segundo a pasta.
Israel e Hezbollah tinham um cessar-fogo na guerra mais recente entre os dois, que durou entre outubro de 2023 e outubro de 2024. A trégua, no entanto, rompeu em 1º de maio por conta do início da guerra entre Israel, Estados Unidos e o Irã.
FONTE: Por Redação g1

