GRAVÍSSIMO: Uninassau de Vilhena e mais três faculdades de Rondônia têm os piores cursos de Medicina do Brasil – MEC promete punição

Presidente do CFM afirmou que 13.871 graduados em Medicina receberão diploma e registro para atender a população sem terem competências mínimas para exercer a profissão, o que coloca em risco a saúde e a segurança de milhões de brasileiros.
Uninassau de Vilhena e mais três faculdades de Rondônia têm os piores cursos de Medicina do Brasil
Caiu como uma bomba ontem (21), a declaração do Presidente do Conselho Federal de Medicina, Dr. José Hiran da Silva Gallo, sobre a qualificação dos novos médicos que saem das faculdades brasileiras. O resultado do Enamed 2025, exame nacional que avalia a formação médica no país, trouxe à tona uma grave preocupação em Rondônia. Quatro cursos de Medicina do estado foram reprovados pelo Ministério da Educação, colocando a região no centro de um alerta sobre a qualidade da formação de futuros médicos. Entre eles, o curso da Uninassau em Vilhena ganhou destaque negativo ao figurar entre os piores do Brasil, com conceito 2, revelando que menos de 60% dos estudantes concluintes atingiram o nível mínimo de proficiência exigido.
A situação da Uninassau é emblemática porque Vilhena, localizada no interior de Rondônia, já enfrenta escassez de profissionais de saúde. A reprovação da instituição reforça o temor de que a expansão de cursos sem a devida estrutura esteja agravando a crise, em vez de contribuir para suprir a demanda por médicos qualificados. O presidente do Conselho Federal de Medicina, José Hiran Gallo, foi contundente ao comentar os resultados. Em entrevistas a veículos nacionais, ele classificou os dados como “assustadores” e afirmou que 13.871 graduados em Medicina receberão diploma e registro para atender a população sem terem competências mínimas para exercer a profissão, o que coloca em risco a saúde e a segurança de milhões de brasileiros.
Além da Uninassau, outras três faculdades de Porto Velho também foram reprovadas. A Faculdade Metropolitana (UNNESA) recebeu conceito 1, a pior nota possível, o que implica medidas severas como suspensão de novas matrículas e supervisão direta do MEC. O Centro Universitário Aparício Carvalho (FIMCA) e a Afya Centro Universitário de Porto Velho obtiveram conceito 2, igualmente insuficiente, e terão restrições para ampliar vagas e participar de programas federais como Fies e Prouni.
Esses resultados colocam Rondônia em uma posição delicada, já que quatro cursos de Medicina do estado figuram entre os piores do país. Apenas a Universidade Federal de Rondônia (UNIR) conseguiu manter desempenho satisfatório, mostrando que a formação pública ainda resiste diante da expansão acelerada de cursos privados. O MEC anunciou que 99 cursos de Medicina em todo o Brasil passarão por supervisão rigorosa, e Rondônia está entre os estados que mais preocupam.
Em meio a esse cenário, o Senado aprovou recentemente a criação de um exame nacional obrigatório para médicos recém-formados, semelhante ao que já existe para advogados com a prova da OAB. A medida ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados, mas já representa um marco importante no debate sobre a qualidade da formação médica. A proposta prevê que apenas os profissionais que forem aprovados nesse exame poderão obter o registro para exercer a medicina.
A importância dessa iniciativa se torna ainda mais evidente diante do resultado catastrófico do Enamed. Se quase 14 mil formandos em Medicina não atingiram o nível mínimo de proficiência, é fundamental que haja uma barreira de proteção para a sociedade. O exame nacional funcionará como filtro, garantindo que apenas médicos com conhecimento adequado possam atuar, protegendo pacientes e fortalecendo a credibilidade da profissão. Para estados como Rondônia, onde cursos como o da Uninassau Vilhena foram reprovados, a medida pode ser decisiva para evitar que a fragilidade da formação acadêmica se transforme em risco real para a saúde pública.

O caso da Uninassau Vilhena tornou-se símbolo da fragilidade da formação médica em regiões carentes. Em vez de garantir profissionais preparados para atender a população, a abertura indiscriminada de cursos sem estrutura adequada ameaça a credibilidade da profissão e a segurança dos pacientes. O alerta lançado pelo Conselho Federal de Medicina ecoa como um chamado urgente para que autoridades educacionais e de saúde intervenham, sob pena de comprometer não apenas o futuro dos estudantes, mas a própria qualidade da assistência médica em Rondônia e no Brasil.
O Ministério da Educação anunciou medidas duras contra os cursos de Medicina que tiveram desempenho insatisfatório no Enamed 2025. Faculdades que receberam conceito 2 não poderão ampliar vagas e terão restrições para participar de programas federais como Fies e Prouni. Já as instituições avaliadas com conceito 1, a pior nota possível, enfrentarão suspensão de novas matrículas e até cancelamento de vestibulares, além de serem submetidas a supervisão direta do MEC. Ao todo, 107 cursos foram reprovados em todo o país, o que representa cerca de 30% das faculdades avaliadas.
Essas sanções têm como objetivo conter a expansão desordenada de cursos de Medicina sem qualidade mínima e proteger a população contra a formação de profissionais despreparados. O resultado do Enamed mostrou que mais de 13 mil estudantes concluíram o curso em faculdades que ficaram nas faixas 1 e 2, consideradas insuficientes. Diante desse cenário, o presidente do Conselho Federal de Medicina, José Hiran Gallo, classificou os dados como “assustadores” e reforçou a necessidade de um exame nacional obrigatório para médicos recém-formados, aprovado recentemente pelo Senado, como forma de garantir que apenas profissionais com conhecimento adequado possam exercer a medicina no Brasil.

