Chuvas fazem cratera da BR-364 em Vilhena avançar e chegar a apenas 1,5m da pista e oferece risco de desabamento

As fortes chuvas que atingem Vilhena fizeram a famosa cratera aberta há anos no perímetro urbano da BR-364 progredir e chegar a apenas 1,5 metro da pista, colocando em risco iminente a principal rodovia que liga Rondônia ao Acre e Amazonas. O problema, denunciado há anos pela imprensa, moradores e motoristas, está localizado na saída para Porto Velho, ao lado de propriedades pertencentes a um senador da República e expõe a fragilidade da infraestrutura da região e da falta de representatividade política.
Se o trecho ceder, os prejuízos não se limitarão a Vilhena: a BR-364 é a única via terrestre que conecta Rondônia aos estados vizinhos, sustentando o fluxo de mercadorias, alimentos e combustíveis. Um rompimento traria impactos severos à economia regional e nacional, isolando parte da Amazônia.
Apesar das inúmeras denúncias e alertas, somente na semana passada o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) anunciou que a licitação para a obra foi concluída. A empresa vencedora deve iniciar em breve os trabalhos, orçados em R$ 50 milhões.
A demora na resposta do órgão federal é vista como reflexo da falta de influência política da bancada rondoniense, especialmente dos representantes de Vilhena. “Estamos a um passo do rompimento da pista e só agora, aos “45 minutos do segundo tempo”, o DNIT acordou”, disse o jornalista Paulo Mendes, que já produziu dois vídeos, mostrando inclusive imagens aéreas de drone, falando sobre o problema.
Enquanto a obra não começa, o setor produtivo segue apreensivo com a possibilidade de que a cratera avance e comprometa a rodovia, trazendo consequências graves para toda a região Norte.
Em video, o jornalista Paulo Mendes mostra a atual situação da cratera

