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Ex-deputado Natan Donadon reage a vídeo polêmico e levanta dúvidas sobre condenação passada

O ex-deputado federal Natan Donadon voltou aos holofotes após a divulgação de um vídeo produzido por Rafael Rodrigues, servidor comissionado da Câmara de Vereadores de Vilhena, que relembra sua prisão e condenação pelo Supremo Tribunal Federal. Em resposta, Donadon publicou um vídeo nas redes sociais, alegando que foi vítima de uma injustiça e que as acusações contra ele foram absurdas. “Paguei por algo que não fiz, algo que não devia”, afirmou.

Segundo Donadon, o vídeo de Rafael faz parte de uma estratégia política para prejudicá-lo em um momento pré-eleitoral, já que ele se apresenta como pré-candidato a deputado federal. “Essa pessoa que fez esse vídeo certamente não está sozinha. Está acobertada, respaldada por um grupo político aqui de Vilhena, na intenção de denegrir minha imagem”, disse. Ele também classificou as publicações como “notícias falaciosas e meias verdades”, e justificou sua reação como uma “indignação legítima diante dessas calúnias e difamações”.

Apesar de reafirmar sua inocência, Donadon não esclareceu quem seriam os verdadeiros culpados pelos crimes que lhe renderam a condenação no STF. “Fui pego como boi de piranha, como bode expiatório”, declarou, mas sem apontar nomes ou circunstâncias. A ausência de detalhes levanta questionamentos: por que os responsáveis nunca foram denunciados? Estaria Donadon protegendo alguém? Seria alguém da própria família? A falta de respostas concretas alimenta dúvidas sobre a narrativa apresentada.

O ex-parlamentar também relembrou que, dois meses após sua condenação, foi julgado pela Câmara dos Deputados, com base nas mesmas acusações e acabou absolvido. Para ele, essa decisão reforça sua convicção de inocência. “O que me dá toda garantia, certeza da minha inocência”, afirmou.

Donadon ainda destacou sua trajetória na região, dizendo que há 50 anos mora em Vilhena e nunca ameaçou ninguém. A frase “o que é seu está guardado” foi usada como uma espécie de promessa de que a verdade virá à tona. No entanto, a controvérsia permanece: se há inocência, por que não há denúncia formal contra os supostos culpados? E se houve condenação pelo STF, como justificar a ausência de responsabilidade?

A atuação de Rafael Rodrigues, autor do vídeo, também levanta dúvidas sobre isonomia e imparcialidade. Como assessor de comunicação da Câmara de Vereadores de Vilhena — espaço onde devem surgir pré-candidaturas a deputado federal e à reeleição de vereadores — sua produção ganha contornos políticos. É legítimo questionar se o conteúdo foi motivado por interesses eleitorais, já que Donadon se apresenta como pré-candidato e pode disputar espaço com nomes apoiados por parlamentares locais. A suspeita de que Rafael esteja respaldado por um grupo político que busca “derrubar” Natan reforça a tese de que o vídeo não é apenas uma manifestação pessoal, mas parte de uma estratégia articulada para enfraquecer sua imagem pública.

FONTE: REDAÇÃO REVISTA REFLEXO POLITICO