Contradições marcam notícias recentes sobre a gestão do prefeito de Cacoal

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Duas reportagens publicadas recentemente colocaram em evidência aspectos distintos da administração municipal de Cacoal, sob o comando do prefeito Adailton Antunes Ferreira, o Adailton Fúria (PSD).
De um lado, decisão divulgada no dia 17 de setembro pelo Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) confirmou a aplicação de multa e responsabilização do gestor por irregularidades em contratações sem licitação. O tribunal rejeitou um Pedido de Reexame apresentado pelo prefeito e manteve entendimento de que os processos de dispensa e inexigibilidade de licitação analisados não cumpriram requisitos legais, como a comprovação de pesquisa de preços e a exclusividade do fornecedor. O TCE-RO destacou que cabia ao gestor máximo garantir o cumprimento das normas antes de ratificar as contratações.
No mesmo dia, outra notícia ganhou repercussão positiva: Cacoal foi anunciada como vencedora do Prêmio Qualidade da Informação Contábil e Fiscal, concedido pelo Tesouro Nacional, ficando em 1º lugar na categoria Melhor Desempenho Regional – Norte. A premiação reconheceu a transparência e a qualidade das informações enviadas pelo município ao Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi). O reconhecimento foi comemorado pela administração, que destacou o compromisso com a integridade e a seriedade na gestão dos recursos públicos.
As duas matérias, publicadas quase simultaneamente, revelam um contraste. Enquanto a decisão do TCE-RO aponta falhas em processos de licitação, gerando penalidades ao prefeito, o prêmio nacional recebido pelo Tesouro evidencia o bom desempenho do município em transparência e conformidade contábil.
Agora, o problema de avaliar se a gestão Fúria é o não é um modelo de transparência e zelo fica por conta do leitor ou do cidadão mais consciente, que usa as ferramentas disponíveis para aferir a questão, sem se deixar contaminar por matérias contraditórias da mídia ou das discrepâncias entra as avalições de âmbito estadual e federal por organismos de fiscalização.
FONTE: ASSESSORIA – REVISTA REFLEXO POLITICO

