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O RETORNO CONTRADITÓRIO DE PAGANI: ex-vereador de Vilhena insinua que eleição para deputado federal em 2026, está ganha. “Tem deputado federal chegando”

O ex-vereador de Vilhena, Dhonatan Pagani, voltou a chamar atenção ao reaparecer nas redes sociais, desta vez em postagem no Instagram onde se apresenta como o pai da obra de construção da pista de caminhada na Avenida Presidente Nasser e disse estar “inaugurando” a pista. O político, que deixou o município em circunstâncias pouco esclarecidas no ano passado, agora se coloca abertamente como candidato a deputado federal nas eleições de 2026 — ou, usa de uma jogada de discurso para apoiar o prefeito Flori. Mais do que isso: transmite a imagem de que sua vitória ou a de Flori, já está garantida, comportamento que reforça o tom de arrogância atribuído à sua trajetória pública.

O ex vereador, dono de um discurso eloquente e convincente, chegou a apoiar um documento registrado em cartório condenando favorecimento a parentes,

tra nomeações de parentes, inclusive atacando de frente um político da região. No entanto, segundo denúncia do Site Folhadosulonline, uma prima de Pagani chegou a ser nomeada com salário de mais de 30 mil reais através da sua influência e outras cinco pessoas de sua família teriam sido beneficiadas com nomeações em outros órgãos a pedido de Pagani, conforme reportagem do dia 23.06.2023. Confira aqui: https://www.folhadosulonline.com.br/noticias/detalhe/2023/internauta-lista-seis-pessoas-ligadas-ao-vereador-vilhenense-dhonatan-pagani-nomeadas-em-cargos-comissionados?fbclid=IwdGRzaAMmuQ5jbGNrAya3EmV4dG4DYWVtAjExAAEearRmcR1MiYLrH2UuFofPZCAFelcg9LBgStx_kTOESeZVrLFvbtnpHCSBk4E_aem_NvHk2nfK39NuCKv5hCevXg&sfnsn=wiwspwa

A volta de Pagani ao debate político levanta questionamentos. Em 2023, o ex-parlamentar abandonou Vilhena, passando cerca de seis meses em Goiás, período em que se manteve afastado do mandato sem justificativas claras para a população. No segundo semestre de 2024, retornou discretamente, mas sequer cogitou disputar a reeleição, embora garantisse que estaria reeleito. Logo em seguida, desapareceu mais uma vez da cena política local e assumiu um cargo na assessoria do deputado federal Fernando Máximo em Brasília. Agora, ressurge com um discurso de liderança estadual, ignorando seu mandato pífio, sua ausência, suas contradições e se projetando diretamente ao cargo de deputado federal ou, pior, levando o eleitor a se questionar se é ele o pré-candidato ou, o prefeito Flori, a quem chamou de amigo no mesmo video.

As contradições em sua atuação são marcantes. Primeiro foi a nomeação da meio irmã como chefe do seu gabinete, atitude rechaçada pela população que o fez voltar atrás. O mesmo político que aprovou lei proibindo fogos de artifício em defesa dos animais foi flagrado soltando foguetes em evento na cidade. Pagani também é lembrado através de denúncias da imprensa local em 2023, de beneficiar pessoas próximas com cargos públicos, inclusive em BrasÍlia onde esteve lotado todo esse tempo.

Pagani soltado fogos de artifício com estampido pouco tempo depois de defender lei que proibia o seu uso.

Essa postura evidencia um padrão de incoerência política entre seu discurso e suas atitudes: enquanto se apresentava como defensor de causas populares, Dhonatan Pagani acumula episódios que apontam para práticas tradicionais de apadrinhamento político e atitudes que desmentem seu próprio discurso, reforçando ainda mais sua percepção de distanciamento da realidade, demonstrando desprezo pelo eleitorado. Parece que ele aposta na “falta de memória” da população, ou, acredita que sua retórica é capaz de convencer o eleitor mais uma vez.

Mesmo que a obra da pista de caminhada seja um pedido seu, Pagani parece ignorar que milhares de pessoas ainda clamam por asfalto na periferia da cidade e que, como vereador eleito com o maior número de votos, tinha a obrigação de ter deixado indicações mais importantes para a sociedade.

Com a lembrança ainda viva do abandono do seu mandato e das denúncias que marcaram sua passagem pela Câmara de Vilhena, a postura de Pagani ao se colocar acima da disputa política, levanta dúvidas sobre a receptividade de seu projeto eleitoral para 2026 por parte do eleitor.