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BOMBA NOSSA: Concessionária BR 364 diz que cratera gigante em Vilhena não é de sua responsabilidade e passa a bola para o DNIT

Vista aérea da cratera gigante em Vilhena, ao lado do posto Catarinense de propriedade do senador Jaime Bagatolli

Trecho urbano da BR-364 em Vilhena segue fora da concessão e problema de erosão preocupa com chegada das chuvas
Motoristas que passam diariamente pelo perímetro urbano da BR-364 em Vilhena convivem com um cenário que, além de preocupante, revela uma lacuna na manutenção da rodovia. A assessoria de comunicação da concessionária Nova 364, vencedora da licitação de mais de 10 bilhões de reais para administrar a estrada, confirmou que o trecho urbano de 10km, da saída de Vilhena para Porto Velho até o trevo de Colorado, não está sob sua responsabilidade.
Segundo a empresa, o início da concessão no sentido Porto Velho ocorre no km 27,6 da BR-364/RO, no entroncamento com a BR-435, acesso a Colorado do Oeste. Esse ponto está localizado em área rural, pouco após a saída da cidade. Assim, toda a extensão dentro do perímetro urbano permanece sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Na unidade local do DNIT em Vilhena, o engenheiro civil Thales Albuquerque de Carvalho Câmara informou que o projeto executivo de recuperação da cratera já foi concluído. Segundo o engenheiro, o processo está no setor de licitação do DNIT/RO e a obra deverá ser licitada ainda em 2025.
O problema é que o tempo pode jogar contra. Filmagens aéreas e um vídeo produzido pelo jornalista Paulo Mendes no local, mostram que a erosão avança e já compromete o acostamento. Com a proximidade do período de chuvas, especialistas alertam que o solo encharcado pode ceder, afetando diretamente a pista e colocando em risco a segurança de quem trafega pelo trecho.
A BR-364 é a principal via de ligação de Vilhena com Porto Velho e outras regiões do estado, fundamental para o transporte de cargas e passageiros, podendo gerar inúmeros prejuízos se a BR for interditada, caso venha a se romper. A demora na solução para o problema expõe motoristas e o patrimônio público a riscos, enquanto o trecho segue sem reparos efetivos à vista e mostra falta de preocupação da bancada federal de deputados e senadores, sendo que, ironicamente, a cratera fica a 500 metros do patrimônio do senador Jaime Bagatolli.

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